Tag Archives: Pato Lógico

Imagem

Nova colecção Pato Lógico

Nova colecção Pato Lógico

Amanhã, pelas 16:30, a Pato Lógico apresenta a sua nova colecção de livros criados por ilustradores. Os dois primeiros títulos, Sombras, de Marta Monteiro e Bestial, de André da Loba, chegam às livrarias em Setembro. A apresentação decorrerá na livraria Gigões & Anantes, em Aveiro.

Anúncios

ABC da Edição Digital

navespecial

Na passada segunda-feira, o auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian recebeu a primeira conferência sobre edição digital de livros para crianças, uma organização da Nave Especial, projecto que junta a editora Pato Lógico e a Biodroid. Seis painéis e três apresentações individuais preencheram o programa, perante uma sala cheia que ajudou a confirmar a urgência de debater o tema – o mercado português do livro digital para crianças é ainda residual mas a vontade de muitos agentes ocuparem o seu espaço nele é cada vez mais evidente.

O balanço do dia de debate é claramente positivo. Percebeu-se o muito que ainda há para discutir e ficou no ar uma certa sensação de tudo estar ainda a começar, pelo menos no mercado português, onde os exemplos de livros para crianças em suporte digital, sobretudo os chamados enhanced books, são poucos. Perceber o muito que há para discutir e o pouco material que temos à mão para o fazer é, no entanto, um bom começo. Cruzar saberes e experiências tão diferentes como a relação dos autores com o universo digital, as práticas empresariais de companhias associadas à produção de tecnologia para os livros digitais ou o estudo da leitura e da recepção destes novos livros foi um dos aspectos mais positivos da conferência, porque abriu o horizonte de debate, em vez de o encerrar numa só perspectiva, gesto sempre pobre se o que se quer é perceber o quadro geral.

O grande mérito desta conferência foi constatar a necessidade de discussão. O mundo digital está aí, há já algum tempo, e percebê-lo (quer para efeitos de análise, quer para agir dentro dele, através da edição de livros, da criação de mecanismos reguladores das várias questões envolvidas na edição em plena era glonal ou da produção de tecnologia) é meio caminho andado para animar um mercado que, em Portugal, é ainda diminuto. Os escritores, ilustradores, designers e editores que queiram lançar-se neste admirável mundo novo têm tudo a ganhar com o conhecerem-no a fundo, sem os soundbytes que dizem que o livro impresso vai acabar, ou os que dizem que a juventude está perdida porque passa o dia a olhar para um écrã. Os que já lá estão não desmentem esse ganho. Se pudermos juntar toda a gente, dos envolvidos na cadeia de produção do livro aos agentes que dominam a tecnologia e a programação necessárias para a sua criação em ambiente digital, passando pelos mediadores, pelos críticos, pelos divulgadores, pelos investigadores de várias áreas necessariamente cruzadas, então estaremos prontos para abraçar o desafio de trabalhar num ambiente novo, tão cheio de desafios como o paradigma que conhecemos desde Gutenberg e com a vantagem de não termos de escolher entre ambos. O ABC da Edição Digital confirmou-o e, tendo em conta o entusiasmo posto na organização e a vontade de contar com gente tão diferente para a sua concretização, há-de continuar a confirmá-lo.

No campo do que correu mal, há que apontar a gestão do tempo. Digamos que um dia de debate para tantas intervenções não foi a melhor solução, mesmo para o arranque de um projecto que se quer de continuidade. Dez minutos por intervenção tiveram duas consequências: quem cumpriu o tempo viu-se obrigado a não desenvolver raciocínios e ideias que mereciam mais explanação para se tornarem claros e para motivarem um debate mais informado, quem não cumpriu ajudou a atrasar todos os painéis (e disso me queixo também porque falei no último painel antes do almoço, já com mais de uma hora de atraso, e parece-me que o que podia ter sido uma boa conversa sobre as especificidades do digital no campo da crítica e da divulgação jornalística acabou por ser uma conversa rápida e superficial sobre o assunto, a correr para apanhar o almoço antes que toda a conferência se estendesse pela noite dentro). O que não deixa de ser uma crítica relativamente ao funcionamento deste primeiro ABC da Edição Digital é também uma constatação sobre o tanto que se apresentou na Gulbenkian, as muitas áreas que se cruzam no digital e as muitas ferramentas de análise requeridas para a sua compreensão. Para o ano, fica a sugestão: dois dias, com o mesmo número de painéis.

No fim da conferência, a Nave Especial apresentou o Prémio Histórias Digitais Ilustradas, um galardão que irá escolher dois projectos e permitir a sua concretização. Até ao final de Março, os autores podem concorrer sozinhos ou em equipas, apresentando um guião exequível e um conjunto de imagens que permitam perceber o resultado final. Os dois projectos escolhidos, um na categoria Histórias Infantis Ilustradas, outro na categoria Histórias Ilustradas, serão transformados em aplicações e os seus autores receberão um adiantamento sobre os direitos das vendas, para além do pagamento posterior em função do número de descargas. Para além dos vencedores de cada categoria, o júri escolherá ainda um top 10, distinguindo outros trabalhos que, não tendo a possibilidade de se verem transformados em aplicações, beneficiarão de uma apresentação pública na Feira Infantil de Bolonha. Tudo bons motivos para que o mercado português de aplicações e enhanced books deixe de ser residual.

(SFC)

Mar

A exposição Mar, de André Letria, inaugura na próxima Quinta-Feira no Museu do Mar – D. Carlos I, em Cascais. Depois da exposição, chegará o livro homónimo, com texto de Ricardo Henriques, ilustrações de André Letria e edição da Pato Lógico.

Pato Lógico

Quatro novos livros editados pela Pato Lógico  estão a chegar às livrarias e os leitores lisboetas podem conhecê-los amanhã, pelas 16h30, na Feira do Livro.