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A chegar às livrarias

 

 

 

 

 

Esqueci-me Como Se Chama, de Daniil Harms e Gonçalo Viana. Uma edição da Bruaá, a marcar a rentrée editorial.

Novidades Bruaá

Bruno Munari, Na Noite Escura (Bruaá)

Novidades Bruaá

Começa a chegar às livrarias a partir da próxima semana. Até lá, é ir espreitando o blog da Bruaá.

Novidades Bruaá

Popville, de Anouck Boisrobert e Louis Rigaud, com texto de Joy Sorman. A chegar às livrarias, pela mão da Bruaá.

André François, Lágrimas de Crocodilo, Bruaá

A escola de André François é a do cartoon de publicações tão prestigiadas como a Punch ou a New Yorker, e isso percebe-se em Lágrimas de Crocodilo, publicado em 1956, tanto no traço que não se perde em pormenores, como, sobretudo, na subtileza do humor. Perante a necessidade de explicar a uma criança o que são lágrimas de crocodilo, o narrador faz desfilar uma sequência de peripécias que nada têm a ver com a semântica da expressão, e que incluem uma viagem ao Egipto, a adopção de um crocodilo que até leva as crianças à escola e algumas divagações sobre os hábitos da espécie, culminando numa reviravolta narrativa que centra o tema, desvendando a expressão. Em termos de economia narrativa, a sequência que medeia a pergunta da criança e a resposta final do adulto seria dispensável para o esclarecimento, mas é precisamente aí que André François transforma uma eventual abordagem didáctica numa obra-prima da retórica humorística, com algum non-sense a marcar as situações e com texto e imagem funcionando como elementos interdependentes para a construção do sentido.

Para lá do texto e imagem, há o objecto, que neste caso não é apenas uma lombada unindo um conjunto de folhas, mas que inclui um invólucro que é a caixa postal onde se transportariam os crocodilos do Egipto para a casa de cada um, transformando o livro no objecto da narrativa que o constrói.

Na vertigem rotativa dos escaparates, a Bruaá pode não dar nas vistas com os seus dois ou três livros anuais, mas a qualidade das obras e o cuidado que põe na sua edição, confirmados, uma vez mais, com este livro de André François, chegam para considerá-la uma editora de excepção no capítulo dos álbuns ilustrados.

Sara Figueiredo Costa
(texto publicado no supl. Actual, do Expresso, 13 Jun. 2010)

Quase a chegar às livrarias

Do mesmo autor de A Árvore Generosa, a Bruaá publica Quem Quer um Rinoceronte Barato?.