Monthly Archives: Setembro 2009

Le Jeu des Hirondelles

hirondelles

No Babelia, do El País, sai hoje uma recensão à edição espanhola do livro de Zeina Abirached. Aqui no Beco, ainda decorre a leitura do livro (requisitado na Bedeteca de Lisboa). Tudo aponta para que este seja mais um livro de banda desenhada a romper o círculo vicioso da recepção limitada. Fica a mensagem, à atenção dos editores portugueses.

(SFC)

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Amigos que trazem livros

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Em Cracóvia, um bom amigo lembrou-se de mim e trouxe-me, até Lisboa, a edição polaca do primeiro volume de A Pior Banda do Mundo, de José Carlos Fernandes. Já estão guardados, o livro e o gesto. Quanto ao facto de eu não saber ler uma palavra de polaco, que importância tem?

(post em simultâneo com o meu outro estabelecimento)

(SFC)

A CCC procura novos autores de bd

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A Chili Com Carne prepara nova antologia de banda desenhada para lançar ainda este ano – a ideia será aparesentada já este Sábado, no Jardim Visconde da Luz em Cascais, no meio do caos acústico de VRBLS e Feedback My Homeboy – concertos que deverão decorrer pelas 18h. Antes disso, desde as 16h, a CCC estará no Jardim com as suas edições e dos seus associados (Bela Trampa, El Pep, Hülülülü, Imprensa Canalha, MMMNNNRRRG, Opuntia Books) para mostrar trabalho feito e explicar de forma pessoal o que se pretende desta nova antologia.

(SFC)

Exposição Em Branco

No domingo, pelas 17h, inaugura a exposição de Banda Desenhada   –  EM BRANCO, de Ricardo Reis (ilustrações) e André Oliveira (argumento), no Auditório Municipal Augusto Cabrita.

convite Ricardo Reis

A exposição pode ser vista até dia 1 de Novembro.

Horários
3ª-6ª: 09h00-13h00 / 14h00-19h00 / 20h00-22h00;
Sab-Dom: 14h00-19h00 / 20h00-22h00

Mais informações aqui.

Entrada Livre

Visita do dia

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O trabalho do ilustrador, italiano, Emiliano Ponzi.

(SM)

Espanha: Prémio Nacional de Ilustração

Miguel Calatayud foi o vencedor do Premio Nacional de Ilustración 2009, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol.

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Capa de Al Pie de la Letra (Kalandraka, 2007)

(via El Mundo)

Samuel Mahaffy de Sousa Rodrigues Sampaio e Melo, Lendas e Toadas do Nosso Povo Singelo, Ed. Caminho

(Selec. e intr. de Ana Saldanha; ilustr. de Daniel Silvestre e Silva)

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Apesar da inclusão deste volume na colecção infanto-juvenil da Caminho, o trabalho de selecção e edição e a natureza destas Lendas e Toadas do Nosso Povo Singelo remetem-no, em rigor, para o plano da etnografia e da ‘literatura tradicional’.

Samuel Mahaffy de Sousa Rodrigues Sampaio e Melo publicou, em 1907, uma recolha de lendas e contos tradicionais cuja fortuna não teve o alcance de trabalhos semelhantes feitos por Teófilo Braga ou Adolfo Coelho, mas que reunia material relevante para a fixação de um corpus representativo da tradição poética e narrativa popular. Ana Saldanha corrige essa sombra de esquecimento ao recuperar o volume, seleccionando onze textos e assinando uma introdução esclarecedora sobre o trabalho do autor e o contexto de recolha e divulgação da chamada ‘literatura popular’ entre os séculos XIX e XX.

Os textos seleccionados atestam a presença de temas e motivos frequentes neste tipo de literatura, como o convívio entre homens e lobos, a aparência enganadora da beleza, a passagem ritualizada do tempo ou a iniciação dos heróis. E apesar de fieis aos temas e às narrativas recolhidas, os textos reflectem igualmente a marca autoral daquele que os recolheu, quer ao nível da fixação, quer na tentação de registar como tradicional e ‘autóctone’ material que, na verdade, pertence a outras tradições (como acontece com a sequência intitulada “Liméricas”, claramente importada das Limericks de origem irlandesa).

A escolha de Daniel Silvestre e Silva para a ilustração do volume foi providencial. O domínio do pequeno traço a tinta e da sua potencialidade enquanto criador de volumes e contrastes luminosos assegura imagens fortes, que ampliam pormenores textuais relevantes e configuram símbolos e ambientes para além da expressão verbal. Que essa relação entre texto e imagem se consume numa linha genealógica que remonta às gravuras em voga na ilustração para a infância do séc. XIX e inícios do XX e que, para além disso, se harmonize perfeitamente com os esboços deixados por Samuel Mahaffy para as ilustrações do seu livro só confirma a providência.

Sara Figueiredo Costa
(texto publicado no Actual, do Expresso, Set. 09)