
Auto-retrato, Maria Keil (1941)
Maria Keil morreu ontem, aos 97 anos. Deixa uma obra tão extensa quanto importante, entre quadros, azulejos e livros, muitos livros.

Auto-retrato, Maria Keil (1941)
Maria Keil morreu ontem, aos 97 anos. Deixa uma obra tão extensa quanto importante, entre quadros, azulejos e livros, muitos livros.
Foi, sem margem para dúvidas, um dos autores mais canónicos do século XX no que toca à chamada literatura infantil. Em boa verdade, o melhor seria dizer que foi um dos autores mais canónicos do século XX e que escreveu e ilustrou livros para crianças, ou livros que as crianças podem ler, ou livros que são leitura aconselhável para qualquer pessoa, independentemente da idade. Com Where the Wild Things Are, publicado em 1963, lançou o debate sobre o que é leitura apropriada para os mais pequenos, enfurecendo algumas mentes conservadoras que viam a infância como o lugar de todas as purezas morais e não achavam bem que se as confrontasse com os seus medos. Morreu aos 83 anos e as homenagens multiplicam-se por todo o mundo.
No Guardian e no New York Times há dossiers sobre a vida e a obra de Sendak que merecem leitura atenta.
(fotografia de James Keyser/Time & Life Pictures/Getty Images; post em ‘stereo’ com o Cadeirão Voltaire)
Morreu Jean Giraud, um dos autores mais prolíficos da banda desenhada europeia e dono de um alter-ego igualmente reconhecido, Moebius. A notícia vem no Le Monde.
Jean Giraud em entrevista a Frédérique Grolleau
Jean Giraud, Claire Bretecher, Jean Gotlib e Philippe Druillet no programa Tac au Tac (1975)

(Fotografia de Eamonn McCabe/Guardian)
Ronald Searle, autor prolífico que ficará para sempre identificado com a criação de St Trinian’s, morreu esta semana, aos 91 anos. O Guardian dedica-lhe um dossier que pode ser visto/lido aqui.
Harvey Pekar morreu esta noite, aos 70 anos (a notícia vem no Cleveland Metro e já chegou ao Público).