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Centenário do 1º Salão dos Humoristas

Exposição documental para ver até ao fim do ano, no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa.

A 9 de Maio cumpre-se o centenário do I Salão dos Humoristas Portugueses, exposição de inequívoca importância para a História da Arte Portuguesa e para a vida cultural de Lisboa. Realizou-se no Grémio Literário e teve eco em toda a imprensa da Capital, com a visita de Manuel de Arriaga, Presidente da República.

Ao lado do homenageado mestre, Rafael Bordalo Pinheiro, e dos seus seguidores, (incluindo o filho Manuel Gustavo), entre mais de duas dezenas de participantes, expuseram os novos artistas, Christiano Cruz, Almada, Stuart, Emmérico Nunes, Barradas que marcariam o Modernismo português. 

Assinalando a efeméride o Município apresenta mostras documentais e bibliográficas, conteúdos digitais, conferências e visitas guiadas integradas num programa conjunto que associa o Museu Bordalo Pinheiro à Hemeroteca Municipal de Lisboa e à Biblioteca-Museu República e Resistência da Câmara Municipal de Lisboa.

Sobre a Bedeteca de Lisboa

As notícias do apagamento da Bedeteca já circulam, depois de longos meses de uma destruição silenciosa de que só se apercebeu quem por lá passava regularmente. O problema não está na suposta ‘racionalização de recursos’, como diz a notícia do Diário Digital, citando o director municipal de cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Francisco da Motta Veiga; racionalizar recursos está muito bem, sobretudo em tempo de crise, mas aqui trata-se de apagar totalmente a autonomia de uma instituição que mantém uma actividade ímpar há vários anos, anulando quaisquer hipóteses de programação (coisa que já vem de há muito, com o fim do Salão Lisboa ou o encerramento da sala de exposições, com o fim do projecto editorial que ajudou a renovar a banda desenhada portuguesa, abrindo-a ao pensamento crítico e criando uma rede de contactos que originou muitos projectos relevantes, nacional e internacionalmente, e com o progressivo estrangulamento de uma autonomia que, era visível, permitia fazer muito com muito pouco, mercê do entusiasmo das pessoas que trabalharam na Bedeteca e da rede de apoio que foram construindo – e isso é que é racionalizar recursos, senhor director municipal.). O que agora se tornou público já ameaçava há muito tempo, e a crise há-de servir, como sempre, para os burocratas deste país darem cabo do que vai funcionando e deixando obra relevante, mesmo com poucos recursos. Perde-se a Bedeteca e com isso perde-se o acesso regular a exposições de banda desenhada de autor, ou de ilustradores que em poucos outros espaços serão visíveis, bem como a leitura de um fundo bibliográfico em suposto crescimento onde não pontuam apenas os Patinhas e os Astérix (sem desprestígio algum para ambos), a disponibilidade de uma equipa que sabe do que está a falar e com que matéria está a trabalhar, o espaço para o debate e o encontro em torno de autores, trabalhos, projectos e correntes que, lá fora, se desenvolvem dentro e fora de instituições, criando diálogos proveitosos, mas que aqui, pelos vistos, serão relegadas para outros planos. Tudo mercê da racionalização de recursos, esse chavão que não poupa dinheiro a ninguém e que vai destruindo coisas que valem a pena com o argumento de ser preciso acabar com as que não valem.

(SFC)

Musée de la Bande Dessinée

Angoulême inaugurou, no passado fim de semana, o Museu da Banda Desenhada. Dirigido por Ambroise Lassalle e com uma colecção que inclui mais de 8.000 trabalhos originais, para além das revistas e de outro material impresso, o Museu garante uma atenção particular à banda desenhada do eixo franco-belga, mesmo que outras produções não tenham sido negligenciadas.

(via The Independent)

(SFC)