Maria João Worm, na primeira pessoa:
Comecei por fazer cartoon numa revista, um dinossauro, o último de uma espécie em extinção. Na altura sonhava fazer cinema de animação, associar o tempo ao movimento e ao desenrolar de uma história. Depois fiz BD, talvez o mais parecido e possível de executar sozinha. Estive num curso profissional de moldador/modelador cerâmico na António Arroio, pois não tinha a intenção de frequentar um curso superior. Depois do estágio na Fábrica de Louças de Sacavém, que já prenunciava o encerramento, segui para Belas Artes no Porto, em Escultura. A seguir Lisboa e Pintura. Descobri a linogravura e desde então continuo a fazê-la. Acho que a narrativa, o processo que encontra uma história, continua a ser o que está por detrás e dentro do que faço, e é também onde quero chegar; sentir o tempo e torná-lo para os outros.

Desenho preparatório para os Oratórios. 2001. Inédito

Pequenas esculturas em papel, para os Oratórios. 2001. Presentes na exposição: “de rosto voltado para o sol”.

Catatua, desenho feito a partir de uma catatua numa loja que vende animais. 2004

Catatua, linogravura exposta em 2008, do livro a publicar Animais das Lojas: “uma catatua inventa que as penas caídas dos pássaros tristes abafam a dor a encher almofadas”.

Nenúfares. 2008. Desenho a grafite.

Nenúfares, linogravura. 2008. Inédito.

Heimat, desenho preparatório para uma banda desenhada.

Heimat, banda desenhada concorrente ao Luzerner-Comix Festival, 2001.

No vagão, desenho para uma banda desenhada. 1994.

No vagão, prancha de banda desenhada. Técnica mista, original A2. História inédita, 1994.

Galos. Acrílico sobre cartão, original A1. Anos 90 (data imprecisa). Inédito.

Flores. Colagem e gravura. 2009. Inédito.

Os filósofos. Linogravura (das primeiras feitas pela autora). Anos 90 (data imprecisa). Inédito.

Pirilampo. Linogravura da história “Os Inadaptados”, 2000. Inédito.

Árvores. Desenho a lápis de cor. 2003. Inédito.
Carpas. Desenho a lápis de cor. 2007. Inédito.
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