Aos leitores e amigos, os nossos votos de boas festas.
(a ilustração é de John Leech para o Christmas Carol, de Charles Dickens, numa edição de 1843)
Aos leitores e amigos, os nossos votos de boas festas.
(a ilustração é de John Leech para o Christmas Carol, de Charles Dickens, numa edição de 1843)

Lyonel Feininger, Os Meninos Kin-Der, Libri Impressi

Tommi Musturi, Caminhando Com Samuel, Mmmnnnrrrg

António Jorge Gonçalves, Subway Life, Assírio & Alvim

Roberto Innocenti e J. Patrick Lewis, Kalandraka

O Morto Foi ao Baile, Imprensa Canalha

Miguel Rocha, Hans, o Cavalo Inteligente, Polvo

Stuart Carvalhais, Quim e Manecas, Tinta da China

VVAA, Diário de Viagem em Lisboa – Sete Colinas, Sete Desenhadores, Quimera
Deve estar quase a chegar às livrarias. A edição é da Tinta da China, a organização, a introdução e o glossário são de João Paulo de Paiva Boléo.
Publicado em Autores, Banda Desenhada, Livros
Etiquetas João Paulo de Paiva Boléo, Stuart Carvalhais, Tinta da China
Já não é uma notícia fresca, mas quem não prescinde dos recortes de imprensa vai querer guardar este, do Ípsilon, que fala de The Dust From above, história de Wolverine com argumento de João Lemos, desenho de Francesca Ciregia e cor de Emily Warren para a Marvel. A história sairá em versão impressa, mas entretanto pode ler-se aqui.
Publicado em Autores, Banda Desenhada, Imprensa
Etiquetas Ípsilon/Público, João Lemos, Marvel
No Babelia de hoje, Nuria Barros escreve sobre Paco Roca, Álvaro Pons sobre David Mazzucchelli e Pablo Léon sobre a banda desenhada nos suportes de leitura digital.
Publicado em Autores, Banda Desenhada, Imprensa, Leituras
Aqui podem ver a lista dos editores presentes.
Depois de Israel Sketchbook, Ricardo Cabral retoma a viagem como ponto de partida para um livro, desta vez rumando à cidade de Pristina, no Kosovo, com o pretexto de recolher dados para uma banda desenhada em construção. O pretexto acaba por desvanecer-se, mas o registo da passagem por Pristina organiza-se sob a forma de um outro livro, NewBorn – 10 Dias no Kosovo. Onde Israel Sketchbook se socorria da viagem como processo de construção narrativa, NewBorn utiliza o registo gráfico como modo de observação. Apesar de alguns imprevistos devidamente anotados, o narrador de NewBorn é sobretudo um sujeito observador, disposto a registar o que vê para melhor esboçar o processo de compreender um espaço que tem sido lugar de mutações várias.
Marcado pelos traços sobrepostos à medida da urgência (o tempo de desenhar raramente se coaduna com o projecto de apreender um determinado momento), e pelas indagações em torno das relações dos habitantes de Pristina com a herança do passado, o percurso narrativo regista sobretudo a surpresa de descobrir uma cidade indistinta no que à rotina diz respeito. Apesar da guerra recente, não há vestígios de perturbação nos quotidianos, facto que surpreende o narrador. Querendo ser um registo de viagem, NewBorn acaba por construir-se como um desengano: da ingenuidade associada à ideia de que a guerra faz parar o mundo (como se o mundo não estivesse permanentemente em guerra, independentemente dos espaços que a acolhem) até à constatação, logo nas primeiras pranchas, de que os que não morrem persistem, mesmo durante a guerra (sobretudo durante a guerra). É nessa descoberta que NewBorn encontra a harmonia do seu registo.
Sara Figueiredo Costa
(texto publicado no Actual, Expresso, 4 Dez. 2010)
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Etiquetas Asa, Ricardo Cabral